
Olha aÃ, moçada! Um novo Prêmio Valdir Papel de desonra ao desmérito é distribuÃdo. Desta vez para Gustavo, goleiro do time junior do Sport, que desferiu uma bela voadora, Sub Zero style, no cangote suado de seu coleguinha de profissão.
Que beleza! Não queria ofender o rapaz, que até indiciado pela polÃcia foi. Mas, diante da imagem do coice, deixo aqui meu protesto: ele deveria ser recolhido pelo Ibama, ou pelo Centro de Controle de Zoonoses como um cavalo achado na beira da estrada.
O potro em questão tem apenas 18 anos e já ganhou o nosso estimado prêmio de carreira praticamente finalizada, categoria ouro. Dificilmente este recorde será batido.
Ouro pra ele!
E segue o jogo! (menos pra ele)

Bem amigos (muy amigos) do Canetada. Apresentamos mais uma novidade para nossas análises futebolÃsticas peraltas, o Prêmio Valdir Papel. Uma espécie de Darwin Awards da Bola.
Você, carÃssimo descascador de castanha, já deve ter ouvido ou mesmo dito muitas vezes a expressão “acabou a carreira aÃâ€, utilizada quando um jogador, técnico ou jornalista do meio futebolÃstico comete um equÃvoco (ou, no popular, faz uma bela cagada) e mancha sua trajetória no esporte bretão. Algumas cagadas mancham muito, outras nem tanto. Mas de qualquer forma, o filme sempre fica queimado.
Para facilitar a classificação destes eventos tão particulares, nossa redação criou este dignÃssimo prêmio, em suas categorias ouro, prata e bronze. Bronze, pra quando for só uma queimadinha de filme, daquelas que dá pra corrigir. Prata, para quando queimar o filme permanentemente, mas não for algo que atrapalhe de forma crucial o progresso da celebridade em questão. E, finalmente, ouro para aqueles momentos fatais em que uma carreira é praticamente jogada no lixo por um lance, atitude ou comentário infeliz.
Mas aà você, camarada que só lê o caderno de esportes, perguntará: por que Prêmio Valdir Papel?
Oras, e quem não lembra deste ilustre atacante, escalado como titular do Vasco da Gama para o segundo jogo da final da Copa do Brasil de 2006. O adversário? Ninguém menos que o arquirrival Flamengo. O panorama? O Vascão precisava vencer por 2 gols de diferença para levantar o caneco. E como Valdir Papel ficou famoso? Fez uma falta violenta logo no começo do primeiro tempo e foi expulso de campo, deixando o time da Colina com menos um jogador, justamente um atacante. Bravo!!!
Resultado? Renato Gaúcho, então técnico cruzmaltino e homem que confiou em Papel, ajudou o juiz a expulsar o rapaz, dando empurrões furiosos neste quando saiu de campo. Constrangedor, amigos.
E piorou. No dia seguinte, Eurico Miranda, ele mesmo, também resolveu humilhar o rapaz publicamente. Em todo o Brasil, o nome de Valdir Papel ecoava em piadas embaraçosas, praticamente um bullying das massas.
Enfim, não dava mais para o Valdir. Acabou saindo do Vasco e sua carreira entrou em franco declÃnio. Hoje o rapaz ainda joga por aÃ, mas obviamente não conseguiu mais nenhuma oportunidade de brilhar como aquela no Vasco. Ouro pra ele!
Pois bem, o futebol está cheio de casos como o de Papel. Volta e meia vemos alguém fazer bobagens com a própria carreira e colocar tudo em risco. Alguns, pelo enorme talento que têm, conseguem dar a volta por cima. Outros sucumbem. C'est la vie!
Nesta categoria falaremos de premiados do passado e do presente. Fique à vontade para sugerir indicados ao prêmio!
Caros amigos alcoólatras, estamos lançando mais uma categoria de posts: a Seleção Natural no Futebol. É incrÃvel como a teoria serve para explicar muitas coisas neste esporte tão peculiar.
Em breve entrevistaremos ninguém menos que Charles Darwin para falar sobre sua teoria aplicada aos gramados. (Que foi? Já entrevistamos Jesus Cristo, então por que não podemos entrevistar Darwin?)
Mas por enquanto, vamos apresentando alguns exemplos. Que tal começar com este mancebo da foto abaixo?

Este animalzinho aà é um dos torcedores sérvios que tocaram o terror na partida contra a Itália em Gênova, partida que mal começou e teve que ser cancelada por conta da zona. Repare que ele foi para a arquibancada tão mal intencionado que resolveu usar um capuz para esconder o rosto.
Só que o jumento se esqueceu de ouvir o tradicional conselho da mamãe: “leva um casaquinho!â€. Resultado: a mula foi reconhecida pela polÃcia por suas tatuagens.
E onde o animal foi encontrado? No bagageiro de um ônibus. Nada mais correto: os bichos devem viajar junto às malas mesmo.
E a natureza segue em seu equilÃbrio. As bestas mais agressivas pecam pela falta de massa cinzenta e a manutenção da vida inteligente agradece.
Segue o jogo. E a evolução.
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