
Vem chegando o ano de 2014 e, ao que parece, teremos um mundial de futebol por estas terras. Digo "parece", porque afinal nunca se sabe o que pode acontecer, né?
Vários estádios modernos estão sendo construÃdos, belas arenas no melhor estilo europeu. Modernidade, conforto, proximidade ao campo, cadeiras etc.
Bacana, por um lado. Finalmente teremos algo da dignidade que sempre cobramos para nossa paixão. Parece (olha aà de novo) que deixaremos de ser tratados como gado nas arquibancadas e cercanias. Isso é civilização! Finally!
Por outro lado, a civilização não nos cai bem, não combina. Digo, merecemos esse respeito, mas passamos tantos anos na merda nas arquibancadas que até nos acostumamos a rir e se divertir com ela. Vai dizer que não?
Exemplos:
Quem nunca comprou aquele delicioso amendoim no conezinho de papel, 3 por 5, com aquela casca torrada que dá câncer até no próprio câncer? Vendido por aquele pirralho magrelo gritando com sua lata de tinta Coral transformada em amendoinzeiro? É uma espécie sob risco de extinção, que só será vista nas catacumbas das divisões subalternas depois de 2014.
Quem nunca curtiu a liberdade de não ter lugar marcado naquela mar de concreto rude das arquibancadas? Você vê o primeiro tempo em um lugar, sai pra dar uma mijadinha e volta para outro sÃtio completamente diferente. E, como não há cadeiras, se o estádio estiver lotado é só dar uma apertadinha, de preferência com aquela loira peituda, que sempre cabe mais um na torcida do seu time. Depois de 2014, será como um teatro (parece).
E quem vai dizer que nunca achou divertido o famoso risco de ser atingido pelo lendário copo de mijo que vem das arquibancadas superiores? Digo, ninguém quer ser mijado, mas o folclore que envolve este perigo tão brasileiro é o que traz adrenalina até ao mais modorrento 0x0. Com a "civilização" e o fim da cerveja nos estádios (que aliás já está valendo), a sensação de segurança excessiva trará sono nas partidas, especialmente depois de uma feijoada de sábado.
Enfim, perrengues dos quais reclamamos, mas que fazem parte da nossa arte. Vai dizer que você nunca passou por perrengue em estádio e depois riu disso?

Hoje à noite tem Copa Sul-americana. O Vasco vai até a BolÃvia enfrentar o tal Aurora (de quem nunca ouvi falar na minha vida) e já se ouve os burburinhos de que o time irá com um time B para esse jogo.
Dá preguiça não dá? Toda vez que a Sul-Americana começa, também surge essa conversinha fiada de que tal time tem que priorizar tal campeonato, tem time B pra um, time A pra outro, blá blá blá.
Serei direto: pra cima de mim, não, mon amour.
Semana passada o Botafogo colocou o time reserva contra o constrangedor Independiente Santa Fé (Colômbia) e deu no que deu, empate vagabundo em casa. Já se ouve falar nos bastidores do Fogão que pro jogo lá na casa dos caras, o time vai com força total. Tem lógica isso? Por que não colocou o time principal no jogo em casa, então, meu bom pai?
Ah sim, a desculpa era que os caras iriam se concentrar para o jogo decisivo do fim de semana contra o Dragão em Goiânia. Resultado? Peia no Goiás. De que valeu “poupar†os caras então? Absolutamente nada.
A mesma regra vale pro Vascão hoje à noite. E aà eu pergunto para vocês: Por que os jogadores devem ser poupados? Jogar duas vezes na semana é muito?
Uns dirão que é importante, afinal o Brasileiro é um campeonato longo e desgastante e por isso quanto menos o jogador se desgastar melhor. Papo furado, ou melhor, P-A-P-O F-U-R-A-D-O (para se ler em voz alta e pausadamente).
Primeiro, jogador treina, corre e sua como um louco para atingir um nÃvel fÃsico que o permita jogar duas vezes por semana. Segundo, todo e qualquer time de tradição que se preze tem que entrar nessas competições para ganhar. E para isso é preciso força máxima. Trata-se de respeitar seu tamanho, sua história e, acima de tudo, sua torcida.
Outros dirão que a exigência fÃsica de hoje é muito maior do que antigamente, quando essas “priorizações†não eram tão freqüentes. Apenas não se esqueçam que junto com a evolução fÃsica, veio a evolução tática, sem falar dos avanços fisiológicos, nutricionais e tecnológicos que tornam essas caras verdadeiras máquinas de correr e chutar.
Acho tudo isso uma grandecÃssima frescura. Sou do tempo em que jogadores se matavam para jogar 2 ou 3 campeonatos ao mesmo tempo e, no fim das contas, pasmem, dava certo. Me lembro bem de uma ocasião em que o São Paulo entrou em campo duas vezes NO MESMO DIA por duas competições diferentes. Isso foi em 1994 e o Juninho Paulista jogou os dois jogos moçada, os dois! E, acreditem, o São Paulo ganhou as duas pelejas (3x1 no Sporting Cristal do Peru pela falecida Conmebol e 3x1 no Grêmio pelo Brasileiro).
Obviamente disputar dois jogos no mesmo dia não está correto. Mas pelo menos, havia um lado bom: dava pra perceber uma hombridade e compromisso que não existem mais.
Não mesmo. Cheers!

Caro caneteiro, já puxamos muito o saco celeste do Uruguai nestas mal traçadas linhas de nosso tablóide cretino. Então, sem mais delongas,vamos direto ao ponto: o tÃtulo do Uruguai comprova, mais vale ter um TIME do que um amontoado de craques. Simbólico.
É uma vitória muito saudável para o futebol. Primeiro porque o Uruguai merecia, dada a dignidade, raça e caráter de um time que respeita sua bandeira acima de tudo, como já falamos por aqui.
Segundo porque ensina aos grandes arrogantes, Brasil e Argentina, que não adianta ter os melhores jogadores do mundo se não há unidade, entrega e respeito no time. Forlán e Luisito Suárez não são, individualmente e teoricamente, melhores que Messi e Tévez ou Neymar e Pato. Mas formam uma verdadeira dupla de atacantes, ao contrário de brazucas e portenhos.
O que tirar de aprendizado deste resultado? Nosso querido Lúcio, praticamente um uruguaio, cantou a pedra ainda antes da eliminação do Brasil: falta entrega e respeito à camisa. Jogar pela seleção não é apenas tentar jogar um bom futebol, é também suar sangue e buscar a vitória sempre.
O Brasil até pode ser eliminado, afinal não se pode ganhar sempre. Mas perder para este Paraguai, competente porém limitado, é complicado.
¡Arriba, Uruguay!

O Uruguai acaba de vencer o Peru por 2x0 e garantir sua vaga para a final da Copa América 2011. Não foi um jogo espetacular, mas prevaleceu a superioridade celeste, tanto do time quanto do peso da camisa.
Mais do que fazer uma análise do jogo, gostaria de notar que este escrete azul tem resgatado o que há de melhor no futebol: a paixão pura por uma equipe comprometida com a vitória, com a honra de sua bandeira, de seu povo.
Veja bem, caro corneteiro, este post não é uma indireta contra o Brasil, cheio de craques pop star globais. O Brasil não fez uma péssima Copa América. Foi ruim, mas já foi pior (Honduras, lembra?).
O post talvez seja uma crÃtica ao futebol como um todo. Ou apenas pra valorizar o time azul. Sei lá, oras. Vamo que vamo.
Nos grandes centros, seja o Brasil, a Argentina, a Alemanha ou a França, o futebol ganhou tamanha proporção de negócio e mÃdia que a dignidade e honestidade com as cores que se veste foram pras cucuias. Em outras palavras, o dinheiro do futebol gera a vagabundagem, a chinelagem e a pilantragem, seu Zé. Isso vale tanto para clubes quanto para seleções.
Claro que os jogadores não são os únicos picaretas. Eles têm responsabilidade sim, claro, mas na verdade são consequências de uma evolução torta de nosso esporte querido.
É só observar: todo jogador de alto nÃvel quer ganhar, quer vencer, quer comemorar tÃtulo. O discurso é sempre lindo. Mas, se perder, não é o fim do mundo. No máximo uns dois dias de tristeza, se o cabra tiver alguma vergonha na cara. Logo depois, outro campeonato, ou outro clube, outro paÃs...
Se a torcida tá pegando no pé...pede pra negociar, vai pro exterior. Ou pro clube rival.
Se a seleção não vai bem...ok, é ruim, mas o principal já tá garantido, que é a exposição para o mercado que a camisa oferece. Todo mundo sabe que as seleções, especialmente a nossa, funcionam como vitrine para grandes negócios da bola.
Tudo isso cria um distanciamento. Por que se matar de torcer por um time ou seleção diante dessa realidade? Vamos assistir ao jogo, evidente, pois ainda adoramos futebol. Mas tá ficando cada vez mais “descartávelâ€.
Tá, Lamartine, seu babaca! E o Uruguai nisso tudo, que que tem?
Te digo, ó leitor arisco: é uma seleção que traz de volta sentimentos que pareciam mortos no futebol. Não há como não torcer para o Uruguai vendo tamanha entrega em campo, tamanha raça. Os jogadores uruguaios sabem de suas limitações, mas também conhecem sua tradição e RESPEITAM, e muito, a sua bandeira.
Não é uma seleção vitrine, afinal, muita gente nem sabe que o Uruguai é um paÃs, que existe, que está neste planeta. “What’s Uruguay?â€
Claro, os jogadores da celeste também estão à mercê do mesmo mercado do futebol, muitos jogam na Europa, têm empresários, ganham muito dinheiro. Mas é diferente. Na seleção de seu paÃs, parece que os caras voltam à s origens. O compromisso ali é impressionante.
Adimiráveis Lugano, Forlán, Muslera, Luisito Suáres e, claro, Loco Abreu. Sem falar de outra dúzia de carregadores de piano que suam três tipos sanguÃneos por partida.
Sobra carisma neste time. Pode até perder a final da Copa América. Mas que essa geração merece este caneco, merece. E muito.

Caros zoadores desta segunda-feira chuvosa (a não ser que você esteja em uma região mais caliente do Brazil), o que aconteceu ontem no Pacaembu foi extremamente constrangedor. E confirma uma tese que temos aqui neste blog maroto: algumas rivalidades tendem à freguesia.
Um bom exemplo é o Botafogo, que tem problemas com o Flamengo. Ou o próprio Flamengo, que treme sempre contra o Paraná Clube. Ou a Seleção Brasileira quando enfrenta a França. Ou a Argentina contra o Brasil... São as famosas pedras no sapato. E embora os são-paulinos morram de raiva disso, não dá pra negar: o São Paulo é bitch do Corinthians.
Entendam, este não é um post de “zoação gratuitaâ€, pois por várias vezes elogiamos o tricolor paulista nestas desbotadas páginas. Mas é evidente que o São Paulo já entra meio derrotado contra o Timão.
Recentemente, o Tricolor conseguiu acabar com um perÃodo sem vitórias contra o rival alvinegro que já levava uns 4 anos, se a memória deste velho que os escreve não falha, e com a cereja no bolo do 100º gol de Rogério “Air†Ceni. Alma lavada no Morumbi! Parecia que uma nova era estaria começando.
Mas que nada, veio este fatÃdico jogo de ontem e uma humilhação sem precedentes. Aliás, COM precedentes, pois já é o segundo 5x0 que o Corinthians mete no São Paulo em 15 anos. Pelos lados do Tricolor, um 5x1 neste perÃodo. No saldo de goleadas impactantes recentes: 11x5 para o Timão. Holy crap!
No histórico geral do confronto, também há ampla vantagem do Corinthians, com umas 10 vitórias a mais que o São Paulo...
Dirão os são-paulinos que apesar disso, eles possuem o que o Corinthians não tem: libertadores no atacado. É verdade, o São Paulo é muito mais glorioso que o Corinthians em tÃtulos. Mas mesmo assim, todo tricolor sente aquela dorzinha na espinha dorsal da alma quando ouve o onipresente “CHUPA, BAMBI†de qualquer corintiano.
E isso se reflete no time. Qualquer atleta vestindo a camisa do São Paulo SABE que quando enfrenta o Corinthians, há fatores sobrenaturais (mandinga de freguês) atuando em campo. E todo jogador alvinegro SABE que do outro lado está o adversário que o Corinthians mais gosta de bater ultimamente.
Cabe ao São Paulo reverter esta história. Mas como diria o Seu Dejair, notável mutreteiro  e bicheiro lá das bandas onde me criei, “tá mais difÃcil que cagar de bruço!â€
(francamente, Seu Dejair, modere seu linguajar)
E segue o jogo! E de goleada!

O que é isso, meu santo! O que deu no futebol brasileiro nesta noite de 4 de maio de 2011? Um tsunami varreu o futebol canarinho. Francamente, quatro times brazucas eliminados na mesma noite é demais pra qualquer patriota.
Já que somos todos torcedores e temos direito de cornetar, então que a verdade seja dita: que pipocalhada geral, amizade. Dizem por aà que “os times brasileiros passeiam na Libertadoresâ€, “sem o Boca, é um torneio fácilâ€, “vai dar final brasileira, certeza.â€. Se é assim mesmo, a única explicação pra papagaiada de hoje é a pipoca.
O Grêmio pipocou antes de todo mundo, pois antecipou o vexame em uma semana, sendo eliminado no primeiro jogo, em casa, contra o Universidad Católica. Time todo capenga, sem elenco, jogadores dispensados...tudo errado no olÃmpico.
Seu rival, o Inter, chamou a torcida do Peñarol para o Beira-Rio. Ok, eles aceitaram, foram e comemoraram! A patota de Falcão, Guiñazu e D’Alessandro conseguiu tomar dois gols relâmpagos no começo do segundo tempo. Aà depois pra conseguir vencer a catimba uruguaia, meu amigo, não tem jeito que dê jeito. O Inter foi tranquilo demais pra esse confronto. E perdeu tranquilo.
Já o Fluminense até que não foi tão humilhante, pois não perdeu em casa. Mesmo assim, o Time de Guerreiros (derrotados) foi presa fácil pro limitado Libertad do Paraguai. Podia ter jogado melhor, cadê a moral? E com direito a gol de um tal de Samúdio, do Libertad. Que irônico deve ter sido para o goleiro Bruno assistir a esta partida pela TV da prisão...
E o Cruzeiro? Que papelão. Perder para o encardido, tinhoso e alma sebosa do Once Caldas é de doer no joanete da alma, meus senhores. E o Cuca ficou tão desclassificado (em todos os sentidos), que deu uma cotovelada no jogador do time colombiano. Mas tudo bem, na Libertadores isso pode, afinal, é um torneio da Conmebol, que nada faz. Absolutamente nada. Pra que serve a Conmebol mesmo?
E o Roger? Carrinho com chinelinho não pode, Roger, leia o Código de Trânsito.
Enfim, só restou o Santos. E olhe lá, pois quem salvou o time foi o goleiro Rafael. E também porque jogou um dia antes, e a bruxa pipoqueira ainda não tinha chegado. Mas claro que dirão que o Muricy é um gênio...Haja saco. Agora o Santos, DNA alterado na marra, enfrenta o também retranqueiro Once Caldas. Promessa de dois 0x0 e pênaltis. Anota aÃ, Jurandir.
Ah, teve Copa do Brasil também. Mas não, não falaremos do jogo do time do Madson (o foda) e do Paulo Baier (o sem fim). Muito menos da pelada horrorosa do São Paulo.
Queremos paz. E pipoca.

Moçada, vejam essa tatuagem. “Madson, o fodaâ€.
O que dizer?
A rapaziada da internet, a rede mundial de computadores (como diriam os textos da Globo e meu comparsa Clint), tá pegando no pé do pequenucho, dizendo que é babaca, marrento e tal. Ontem ele fez dois gols no clássico contra o Paraná Clube (um deles, um golaço), provocou, foi expulso...quase um Edmundo.
Bom, pode até ser marrento...
Mas se coloquem no lugar do rapaz. Baixinho, feio pra cacete (desculpe se você ler isso, Mad, mas é minha opinião, te acho feio, e a�)...imaginem o que esse rapaz foi zoado na escola?
Como um Chiuahua de 10 cm de altura, Madson tem que latir alto na vida pra se impor. Tá errado ele? Não.
Provas da autoafirmação do rapaz são as tatuagens e... a namorada:

Na moral? Se consagra, pequeno Mad! Vai na fé, parceiro.
Segue o jogo.

Poucos comentaristas futebolÃsticos, para não dizer nenhum, se atrevem a citar esta que é uma das matérias-primas mais importantes e raras do futebol: o colhão.
Várias são os fatores que fazem de um sujeito, geralmente ignorante, um bom jogador: habilidade, dom, talento, treino, perseverança, alegria, malemolência...mas o colhão é um diferencial raro que criou verdadeiros mitos na história do football. E está cada vez mais raro.
Para quem ainda não entendeu, explico: colhão, no dicionário, é simplesmente saco, testÃculo, aquele pacote que metade da humanidade carrega e representa, biológica e simbolicamente, a masculinidade. Ter colhão é ser macho, tanto para a biologia quanto para o saber popular. Mas o que a ciência não explica é que nem todos os machos realmente honram os colhões que portam. E o futebol é uma boa representação disso.
Ter colhões, ou em bom castellano “tener cojonesâ€, no futebol é aquela capacidade de chamar a responsabilidade para si, de crescer no momento difÃcil, de dizer “eu sou fodaâ€, e no dia seguinte confirmar com 3 gols. Enfim, botar pra fu... com pouca ou nenhuma modéstia.
Não confunda colhões com marra. Ser marrento é fácil. Geralmente, o colhudo é marrento, claro, mas isso não significa que todo marrento seja colhudo. Que fique claro.
A história do futebol está repleta de jogadores com sobrepeso escrotal, entretanto gostaria de destacar aqui a época do milagre econômico testicular, os anos 80 e 90. Esta foi a época em que o futebol começou a se modernizar, virar espetáculo, mas ainda sem os vÃcios e viadagens mercantis dos dias de hoje. Foi um certo limbo entre o romantismo do futebol preto e branco e o show business de hoje, onde os colhudos brilharam. Citemos alguns:
Maradona – Tinha que ser o primeiro. Se fosse só por seu enorme talento, El Diós teria sido apenas um Ronaldinho Gaúcho, do tipo que sabe muito, mas faz pouco. Mas não, Maradona tenÃa cojones. Um jogador que não cavava faltas, apanhava, caia, levantava antes que o juiz pudesse marcar falta, seguia com a bola e marcava gols antológicos. Mas não foi só isso. Outras provas de colhudice: dar tiros de chumbinho em jornalistas, ser craque do Nápoli, endeusado por mafiosos, ganhar uma copa sozinho, desafiar Pelé! Cito também outra história interessante: na Copa de 94, preso na concentração com seus companheiros, El Pibe fez uma aposta com o técnico: se conseguisse bater 50 embaixadinhas com uma laranja, eles seriam liberados para sair. Na 50ª embaixadinha, ele levantou a dita fruta cÃtrica, matou no peito, emendou um sem pulo e gritou: “a las compras, pibes!â€. Esse tinha colhões maiores que laranjas.
Romário – Nosso “Maradona Brasileiroâ€, não tanto pelo estilo de jogo, mas pelo peso de seu par de pelotas. Romário não tinha frescura e também decidia jogos complicados quando queria. Exemplos? Copa de 94, Brasil x Suécia na semifinal. A imprensa estava com calafrios por conta do tamanho dos grandalhões suecos e o tal do jogo aéreo. Irritado com aquela viadagem, o baixinho afirmou: “neh...se os suecos bobearem, vou marcar de cabeça, peixeâ€. Maktub, estava escrito. Jorginho cruzou e Romário, com 1,68m colocou o Brasil na final da Copa com um gol de testa. Outra prova de colhões: também em 1994 (se não me engano), Romário jogava no Barça e queria passar o Carnaval no Brasil, mas o técnico Johan Cruyff não queria permitir. Então rolou a apostinha: “se eu fizer 3 gols no clássico contra o Real Madrid, você me libera?â€...â€liberoâ€, disse Cruyff. O resultado vocês conferem neste vÃdeo. Sem falar de outras peripécias colhudas do camisa 11, como enfiar a mão na cara do Simeone, sair na porrada com meio time do Veléz Sarsfield e colocar o Zagalo e o Zico decorando a porta de banheiro de sua boate.
Cantona – Bad Boy nato, Éric Cantona arrumou confusão a carreira inteira. Mas era craque e resolvia. Mais além, tirava uma onda desgraçada! E isso era style. O camarada simplesmente fez o Manchester United voltar a ser alguém, pois o clube ficou anos na merda. No Manchester, colecionou golaços (como este) e encrencas (como esta). Dizem que certa vez, quando ainda jogava na França, ele foi supenso por jogar a bola em um árbitro que o expulsou. Dias depois, no julgamento que decidiria sua suspensão, xingou um dos membros do júri e pegou mais 2 meses extras. O cara era um problema. Uma espécie de Jim Morrison do futebol. Rock Star!
Paul Gascoine – Futebol e cerveja sempre estão associados, embora o consumo de álcool seja prejudicial à qualquer prática esportiva. Mas este rapaz não queria saber de obedecer esta lógica. Era craque, enchia a cara, arrumava encrenca, saÃa no tapa e fazia golaços, como este.
Chilavert – Esse tem colhão de sobra, minha gente. Tanto colhão que já ultrapassou a barreira do mau-caratismo. Além de ser o principal idealizador dos goleiros batedores de falta, Chilavert falava tudo que pensava, não segurava a lÃngua. Nem a saliva (relembrar é viver: vÃdeo)
Edmundo – Apesar de todas as merdas que Edmundo fez em sua carreira e vida pessoal (bater carro, dar cerveja pra macaco, chamar juiz de “paraÃbaâ€), é inegável: o animal honrava o parzinho dele. Não fugia da peleja. Ganhou um brasileiro praticamente sozinho pelo Vasco, arrebentou no Palmeiras e deu esporro fenomenal em Rivaldo na final da copa de 98. “Fair play é o c.......!!!â€
Existem outros, mas por enquanto ficamos com essa lista. Faça suas sugestões nos comentários e analisaremos que há colhões ou não.
Hoje, esta matéria-prima anda ainda mais rara. E nada leva a crer que encontraremos um pré-sal do colhão nos próximos anos. A frescurização do futebol não dá espaço aos jogadores de personalidade que chamam a responsa. Temos alguns casos: Neymar e Ganso...sim, têm seus méritos, embora não se comparem aos da lista acima; Loco Abreu (pra bater aquele pênalti em semifinal de copa, só tendo bolas de granito), Lugano (pelotas de adamântio, aliás, o Uruguai possui as maiores jazidas de colhões do mundo); Felipe Melo...sim, ele tem... mas não tem nada além disso, nem talento, nem neurônio, nada. Só cojones. E o Lúcio? O Lúcio também tem, especialmente quando vai pro ataque driblando todo mundo, lembrando seus tempos de centroavante no glorioso Guará-DF.
Dos cracaços, nenhum tem. Kaká nem comento. Ronaldo Fenômeno brilha, mas por outros motivos, não tem. Ronaldinho Gaúcho, então, é a antÃtese da teoria colhuda, 0%. Robinho é só marrentinho, não tem.
Quem mais?

Moçadinha, provavelmente não vai dar em nada e os dois terão um bom relacionamento. Mas não custa perguntar: como será o tratamento de Paulo César Capergiani com o chuteira-rosa Richarlyson?
Vale lembrar que em 1999, Roger, o então goleiro reserva de Rogério Ceni, posou nu para a revista G Maganize e por conta disso foi “boicotado†pelo técnico do time na época: Capergiani.
Resta saber de o técnico “abriu sua cabeça†ou apenas não gosta que seus jogadores posem nus. E já que o Richarlyson desmunheca, mas não assume nada, talvez isso seja tolerado pelo professor.
Mas que fica a curiosidade, fica. Imagine aquele rachão no CT da Barra Funda, Ricky correndo com as mãos de couve-flor e o Capergiani gritando:
“Ajeita essa mão, rapaz! Tá achando que que essa merda é pom-pom de paquita?!?â€
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